Caixa de texto: GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA
Caixa de texto: Rua do Cabedelo -  Cabedelo / São Pedro - 3090-661  Figueira da Foz

FUNDAÇÃO

Para nos contactar: Tel: 968814400  ( Tó Samuel ) ou  presidente@grupodesportivocovagala.com

NOTA DE ABERTURA

            

Estávamos em 1969. A rivalidade entre as povoações de Cova e Gala era bastante acentuada. Os Evangélicos, através do pastor Esperança chamavam a estas povoações de "Cova da Gala", o que foi continuado pelo Reverendo João Neto.

    Nesta altura o Desportivo Clube Marítimo da Gala tinha acabado de perder o seu campo de futebol. A Câmara Municipal da Figueira da Foz tinha vendido o terreno, onde este se encontrava, á TERPEX.

    Dois directores (José Vidal e Manuel Afonso Baptista) do Desportivo Clube Marítimo da Gala - Centro de Recreio Popular Nº72 -  resolveram ir à Direcção Geral das Florestas e pedir ao sr. Engenheiro Gravato a cedência duma fábrica em ruínas que existia no Cabedelo. O sr. Eng. Gravato disse-lhes que podiam fazer o campo nessas instalações velhas, mas que teriam também de pedir a alguém na Casa dos Pescadores de Buarcos, visto eles se intitularem com direitos à dita fábrica.

    Juntaram-se a estes dois directores mais alguns elementos, tais como Manuel Curado, Inácio Pereira e outros ligados ao sector da pesca. Atendidos pelo sr. Tomás, este disse estar na disposição de ceder as  instalações, tanto mais que ambas as entidades as reclamavam para si e assim a partir dessa data ficariam para as povoações de Cova-Gala.

    Estando este caso esclarecido, foi então feito um peditório pela povoação para o aluguer duma máquina de  terraplanagem, a qual serviu também para o início da abertura duma ligação à praia da Cova (hoje Rua do Mar) e outros caminhos. Os primeiros montes de solão, cedidos pelo sr. Manuel Paralta (padeiro) vieram de Lavos, trazidos por batéis para a borda do rio e dali carregado para o campo de futebol.

    Era o princípio do fim da rivalidade que existia entre a Cova e a Gala. Foram tempos difíceis para se avançar com a feitura do campo. O solão não havia em abundância e o saibro também não estava muito em uso. Foi preciso esperar mais alguns anos, até que alguém, com vontade férrea de vencer estas rivalidades fez vingar a ideia da vivência pacifista. Foram eles, os fundadores do Grupo Desportivo Cova-Gala. Foram eles, que mais do que construir um campo e uma equipa de futebol, tinham em mente a unificação total destas duas povoações.

    Para estes valorosos cidadãos, o nosso sincero obrigado!

 

O DESPERTAR DE UM SONHO

                 - Há muitos anos que a rivalidade entre a população de Cova e Gala existia. O povo andava cansado de tantas zangas e invejas. Os da Cova sentiam certa altivez por parte de quem vivia na Gala. Os da Gala, na verdade, sentiam-se superiores na educação e trato. Era tempo de mudar este estado de coisas. Estávamos em 1966. Ambos, o Desportivo Clube Marítimo da Gala (representando a Gala) e o Clube Mocidade Covense (representando a Cova) tinham um Rancho Folclórico. Raramente estes ranchos se encontravam para cruzar estandartes. Neste dia o Rancho do Marítimo tinha saído de manhã, mas tinha ordens para se apresentar na sede do Clube logo após o almoço, para uma pequena festa. O Rancho do Covense iria sair durante a tarde e iria passar em frente à sede do Marítimo da Gala ... nesta altura só cinco pessoas sabiam o que iria acontecer nessa tarde. Com a aproximação à sede do Marítimo, do Rancho do Covense, que já estava a menos de 200 metros, o Rancho do Marítimo saíu da sua sede com intenção de cruzar estandartes. Neste ano, pelo Carnaval, dois elementos vestidos à “Zorro”, José Vidal e José Lima, previamente combinados, e com a ajuda do Manuel Penicheiro, João Come-nabos e Manuel Catulo Pata obrigaram os ranchos a cruzarem os seus estandartes bem perto da sede do Desportivo Clube Marítimo da Gala, entrando neste em seguida. Ali dentro havia muitos bolos e vinho do porto para todos. O Rancho do Covense dançou e agradou. Houve muitas lágrimas e emoções! O povo, em si, saltava de contente. Foi um dia muito Feliz para toda a gente. Estava a renascer a fraternidade e o respeito mútuo.

 

Enfim, Cova-Gala !

 

PENSAMENTO POSITIVO

                 O modo de estar, sentir e viver, tanto na Gala como na Cova, tinha mudado . A juventude sentia ser o momento de se modificarem certas atitudes. Para além dos Ranchos, ambas as colectividades possuíam equipas de futebol. O Marítimo participava em torneios oficiais da FNAT (fundação para a alegria no trabalho), enquanto o Covense se divertia a fazer jogos particulares com equipas de povoações vizinhas. Se ambos os Clubes se unissem pelo futebol, talvez as povoações se viessem a unificar. Não era tarefa fácil e os mais agarrados ao bairrismo iriam resistir com unhas e dentes, mas era altura de se seguir em frente. O campo de futebol no Cabedelo já estava em embrião. O Marítimo treinava umas vezes no campo da Colónia Balnear Dr. Oliveira Salazar (hoje chamada de Fundação Bissaya Barreto), outras vezes no Campo de Futebol de Regalheiras de Lavos. O Covense treinava futebol feminino e basketball na sua sede e no campo dos Ferroviários da Figueira da Foz. Com o passar dos tempos os jovens da Cova e da Gala sentiam mais a necessidade da construção de novas raízes fraternas. Assim, decorria o ano de 1977, quando o passo decisivo foi dado. Um punhado de jovens corajosos, quase todos da Cova, há muito que vinham falando sobre isso. Tinham de avançar com o projecto unificante do futebol. Foi então que Tó Samuel, Carlos Mano, Domingos Casqueira, José Lima, Alexandre Oliveira, Zé Xico, Legueiro, Américo Carvalho (Nelson), Domingos Gafanhão, Armando Figueiredo, João Cura e Carlos Lima resolveram criar uma comissão fundadora para aquele que viria a chamar-se de Grupo Desportivo Cova-Gala.

 

Depois do 25 de Abril de 1974 e com a mudança no sistema e no comportamento dos portugueses perderam-se alguns hábitos tradicionais. O Desportivo Clube Marítimo da Gala abandonou o futebol oficial em que participava. Alguns grupos de pessoas mais radicais ainda tentaram formar equipas paralelas por forma a prejudicar o Cova-Gala, mas sem sucesso. O Marítimo acabou por desistir totalmente do futebol e dedicar-se somente ao atletismo, no que concerne à parte desportiva. Com a criação da Comissão Fundadora, o Grupo Desportivo Cova-Gala   arrancava com o início de uma nova era nas povoações de Cova-Gala.

                 A Comissão tinha várias prioridades de trabalho. Por um lado havia o campo para arranjar, ainda sem instalações, para além do que ainda existia da antiga fábrica. Era necessário tratar da legalização do Grupo Desportivo Cova-Gala através de escritura pública. Por outro lado era necessário movimentar o futebol e criar uma equipa, já a pensar em alguns torneios importantes. A construção dos balneários era uma das primeiras prioridades, mas para isso era preciso dinheiro.

                 Começaram os primeiros peditórios entre a população e em especial pelos já então sócios e simpatizantes. O António Manuel Pata Pereira ofertou um primeiro equipamento para substituir os já velhinhos, cedidos em tempos pela casa dos pescadores de Buarcos.  Era necessário fazerem-se os balneários e para isso foram desbloqueados três mil escudos para a compra de tijolos. Os estatutos estavam a ser montados, pelo Carlos Alberto Lima, de acordo com adaptação de cópia de outros estatutos similares. Vários distintivos estavam a ser criados e estudados para uma apreciação e escolha do que viria a ser o símbolo do Grupo Desportivo Cova-Gala.

                                           

                 Como é sabido as importantes decisões não são muito fáceis e por vezes trazem  grandes desentendimentos, sendo uma destas a razão pela qual Carlos Pereira Mano veio a pedir a sua demissão do cargo que ocupava em 15 de Dezembro de 1977. No entanto o espírito de equipa falou mais alto convencendo-o, os colegas, de que este fazia muita falta e por isso lhe era indeferida a sua pretensão.

                 Estando muito próximo do Natal era necessário criar novas amizades desportivas e a Comissão decidiu enviar Boas Festas de Natal a todas as equipas vizinhas e conhecidas que praticavam futebol sénior. Também a Câmara Municipal não poderia ficar de fora e aproveitando o balanço foi a esta pedido um subsídio para ajuda da feitura dos balneários.

                 O  Francisco José Bóia de Brito (Zé Xico) treinava a equipa sénior, mas devido ao seu impedimento por questões de horário de trabalho foi obrigado a deixar esta tarefa. A 25 de Janeiro ficou então decidido que ficaria o Zé Cravo e o Tó Samuel Matias a dirigir e a treinar a equipa sénior, até então a única existente. Os pequenitos andavam à volta a observar e também dispostos a entrar nas andanças do futebol.

                 O Inverno era frio e uma caldeira fazia muito jeito. Há muito que os jogadores reclamavam por ela, mas só a 3 de Abril de 1978 se conseguiu  comprar uma por cerca de quinhentos escudos.

Com deslocações já um pouco longas havia necessidade de se comprar uma carrinha para transporte da equipa e de certos materiais necessários para obras. Por isso foi decidido comprar-se uma carrinha ao sr. Arlindo por trinta contos  a pagar a longo prazo. Por esta altura os associados eram  já cerca de duzentos e com  tendência a aumentar. A hipótese de se conseguir mais associados era bem visível na maneira como a população se aproximava da família Cova-Gala.

 

                 Em 1977 eram muitos os jogadores que praticavam o futebol sénior como elementos do que viria a ser o Grupo Desportivo Cova-Gala. Fazendo pequenos torneios e ganhando uma taça aqui e outra ali, assim se iam divertindo e mostrando o seu valor. Entre outros, vamos salientar alguns mais conhecidos que, pela sua maneira de jogar, se punham em plano mais destacado. Foram eles:

                  Luís Soares, Zé Virgílio, Zé Cravo, Tó Gil, Victor Bértier, João Leal, Luís Pata, Guilherme Moço, Alfredo “da Ló”, Zé  “da Cabaça”, Tó Zé “da Ção Marreca”, Zé Minas, Capela, João “da Inês”, Pocinha, Álvaro Garrafinha, Zé Russo, Luís Fidalgo, José Clemente, Palhaça e António Alberto Pimentel.

                 Ainda durante a fase da fundação, os equipamentos usados nos jogos eram um totalmente em azul (camisas e calções) oferta, como já se disse atrás, do António Manuel Pata Pereira e os já estafados castanho e amarelo axadrezado.

                 O primeiro e único louvor emitido pela Comissão Fundadora foi proposto pelo seu presidente, António Samuel Pereira Matias (Tó Samuel), e aprovado pela comissão, a favor do António Manuel Pata Pereira, pela sua valiosa oferta de 12 conjuntos de calções e camisolas azuis e meias azuis com auréola em branco.

                 A 19 de Maio de 1978 é lavrada a escritura pública dos estatutos do Grupo Desportivo Cova-Gala. A comissão estava de parabéns e estava a chegar ao fim o mandato para que tinha sido investida, durante o qual tiveram cinco reuniões importantes “18/11/77, 1/12/77, 15/12/77, 5/1/78 e 3/4/78.

Parabéns Comissão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1ª Fila:  Victor, Capela, Saramago, Quim e Rosas

2ª Fila:  Palinhas, Domingos João, Gêmeo, Pocinha, Quim João e João da Inês

 

                                           Carlos Pereira Mano é o sócio número um do Grupo Desportivo Cova-Gala. Por ser a pessoa mais idosa e                                                     também na altura a mais empenhada na criação do grupo, foi decidido pela Comissão Fundadora que este                                                       elemento seria o número um dos sócios do clube. Além de fundador era praticamente o conselheiro mor.

                                                      Na altura o António Samuel Matias era o presidente, pelo que ficaria com o número dois de sócio.

                                           Todos os outros levariam números de sócio de acordo com a importância que na altura tinham em relação ao                                                 futebol ou de acordo com a data de adesão. Note-se que muitos colaboradores, já como sócios, davam o seu                                                   máximo na ajuda à Comissão fundadora.

                                    A 9 de Junho de 1978 reuniu a Assembleia Geral do Grupo Desportivo Cova-Gala no Centro Social                                               gentilmente cedido para o efeito, e com a presença de Carlos Manuel de Jesus Rodrigues Madaleno, anfitrião.  Nesta assembleia foram aprovadas as contas de gerência da Comissão, os Estatutos e uma lista de Novos Corpos Gerentes, que ficaria constituída pelos elementos mostrados na página seguinte, e cujo título é “1ª Direcção”.

                 A nova direcção teve a sua primeira reunião oficial em 17 de Junho, onde foi debatido a necessidade urgente da construção dos balneários. O Desportivo Clube Marítimo tinha deixado o futebol e  dedicava-se agora ao atletismo. Como iam ter uma prova, a direcção do Cova-Gala resolveu atribuir-lhes uma taça, como prova de amizade.

                 Para pôr ordem nas despesas, o presidente do Conselho Fiscal pede uma reunião com a direcção, a qual é feita em 21 de Outubro de 1978, e na qual estão presentes, para além da direcção, o presidente do conselho fiscal Américo Coelho de Carvalho e o seu relator Luís Maria Pereira Mano. Ficou decidido que todos os jogadores e ainda as mulheres dos jogadores ou dos directores não pagariam bilhete para assistir aos jogos em casa. Esta foi uma deliberação tomada na reunião de 28 de Outubro de 1978.

                 Estávamos quase a iniciar a época oficial de futebol. Francisco José da Cruz Bóia de Brito “Zé Xico”, deixa de ser suplente para exercer o cargo de “Presidente do Campo de Jogos”. Entretanto o relator do conselho fiscal “Legueiro” demite-se, entrando para o seu lugar, interinamente, Mário dos Santos Berlinda, o qual passa a efectivo pela assembleia geral extraordinária de 9 de Fevereiro de 1979.

 

( Primeiros Órgãos Sociais Eleitos - de 9/6/1978 a 15/9/1979 )

 

Assembleia Geral

 

Presidente : Carlos Alberto de Jesus Lima

Vice-Presidente : António Manuel Maia Catulo

Secretário : Carlos Pereira Mano

 

Direcção

 

Presidente : José de Assunção Afonso Lima

Vice-Presidente : António Manuel Curado Lebre

Secretário : Domingos Manuel Mano Casqueira

Tesoureiro : António Samuel Pereira Matias

 

Conselho Fiscal

 

Presidente : Américo Coelho Carvalho

Secretário : Domingos Fidalgo dos Santos Roda

Relator : Luís Maria Pereira Mano

 

Vogais

 

Alexandre Nunes de Oliveira

João Ribeiro Cura

Domingos de Almeida Gafanhão

 

Suplentes

 

Armando Figueiredo

José Luís Pereira Ramos

Francisco José da Cruz Bóia de Brito

 

 

                 Reunida a direcção, a 19 de Novembro de 1979, deliberou que Domingos Luís Moço seria o responsável pelas equipas de Juvenis e Juniores e Carlos Pereira Mano seria seu directo colaborador. Entretanto, em relação à equipa sénior, o treinador seria o senhor França, coadjuvado pelo António Samuel Pereira Matias, sendo nomeado roupeiro dos seniores o António Baptista Pereira.

                 Domingos Manuel Mano Casqueira passa a ser responsável pela equipa sénior e António Baptista Pereira passa a acumular o cargo de responsável pela equipa de juniores, conforme deliberação de 9 de Novembro de 1979. Todas as reuniões eram efectuadas no Centro Social de Cova e Gala, na Avenida Remígio Falcão Barreto.

                  

     José Assunção Afonso Lima - 1º Presidente da Direcção

 

Estamos a 4 de Agosto de 1978. O Clube filiou-se há dois dias atrás, na A.F.C. O número de sócios aumentou para 230. É necessário começar com a construção e inscrição da equipa sénior. São 23 os jogadores prontos para integrar o plantel. Nos infantis existe uma mistura de 10 no escalão dos 8-10 anos e mais 10 no escalão dos 11-12 anos. Por isso há que os misturar e treiná-los para a próxima época. O custo das inscrições dos seniores são 10 mil escudos, e cada inspecção médica custa 20 escudos. A sede do Grupo é na casa do Carlos Pereira Mano. É ali que são armazenados e cuidados todos os apetrechos de futebol. É também ali que a roupa é lavada e as botas são engraxadas.

         Entretanto no Desportivo Clube Marítimo da Gala, que se dedicava agora ao Atletismo, as coisas iam de vento em popa.  Tinham realizado o 2º Grande Prémio de Atletismo e tinham conseguido o 1º lugar por equipas. Destacaram-se nesta prova os seguintes atletas:

- Nos 1600 metros femininos a Maria da Conceição Pimentel  tirava um 1º lugar.

- Nos 1500 metros femininos a Maria Isabel F. Justo tirava o 1º lugar, a Rosa Maria Costa o 2º lugar e a Maria de Lurdes Pimentel o 3º lugar.

- Nos 1500 metros masculinos o Ventura Romeu Costa arrancava um honroso 2º lugar.

- Nos 1200 metros a Cidália M. Temudo tirava um 1º lugar.

- Nos 600 metros, a pequenita Rosinda Maria Pimentel tirava um 2º lugar, seguida pela Alexandra P. Castro que conseguia um 3º lugar, enquanto os meninos Jorge Manuel Marques tirava um 2º lugar, seguido pelo Helder Fernandes Borges que tirava um 3º lugar.

                          Parabéns ao Marítimo

 

             A cotização era de 10 escudos por mês. O Clube tinha 19 mil escudos de saldo. No entanto era preciso fazerem-se os balneários e a vedação do campo. Há mobilização geral dos associados. O entusiasmo era grande. Era preciso não esquecer que nos íamos aproximando a passos largos do 1º Aniversário do Grupo e que tudo teria que estar pronto a tempo e horas. Sabíamos que muito ficaria por fazer, mas era preciso acabar com o essencial para a ocasião.

 O Campeonato da 3ª Divisão Distrital vai iniciar-se  no princípio de Dezembro. Por agora a ocasião vai ser de festa. Assim prepara-se um programa onde consta:

- Dia 1 de Outubro de 1978 um encontro de futebol entre as equipas de Cova-Gala e Alqueidão.

- Dia 5 de Outubro, haverá um jogo de juniores às 14 horas entre o Cova-Gala e Quiaios, seguido dum encontro entre os seniores de Cova-Gala e Buarcos, às 16 horas.

                 Foi um bom dia de futebol. A euforia era grande. A população aderia à chamada da direcção. Foi bom, mesmo muito bom, sentir o calor da assistência. Aqui ou ali, lá saía uma boca, mas isso era por devoção ao Cova-Gala.

                 A direcção tinha-se esforçado bastante nestes últimos quatro meses. A situação económica andava um pouco abalada com as inscrições e as despesas dos balneários e vedação do campo. Agradecendo aqui e ali, a este e aquele, há no entanto um reconhecimento importante a ser feito. Por vezes não se agradece o suficiente a quem tanto nos ajuda. Quase que achamos ser sua a obrigação de nos ajudar, mas não é bem assim. Por isso, e a pedido de quem já foi presidente da direcção do Cova-Gala, aqui deixo o merecido reconhecimento:

Obrigado, Alberto Gaspar & C.a L.da

           As preocupações agora vão ser outras. O início do campeonato da 3ª Divisão Distrital da Associação de Futebol de Coimbra vai começar. O G.D. Cova-Gala vai integrar a série D que tem 10 equipas: o Paião, Cova-Gala, Leirosa, Outeiro, Gândara, Botafogo, Maiorca, Atneu Alhadense, Santovaronense e  Ferreirense.

No primeiro jogo o Cova-Gala vai deslocar-se ao Paião. O dia é de chuva. O campo está todo encharcado e enlameado. O árbitro é o senhor José Cavaleiro. Inicia-se o Jogo, o qual chega ao intervalo a zero - zero.

                 Pelo Grupo Desportivo Cova-Gala alinham o Capela, João Saramago, Tó Gil, Sebastião, Pocinha, Zé Russo, Quim Zé, Zé Luís, João Bóia, Guilherme, Álvaro Garrafinha. Como suplentes estão presentes o Luís Soares e o Luís Pata.

                 Pelo Paionense alinharam José António, Lérias, Rodrigues, Domingos, Duarte, Ramiro, Carlos Alberto, João, Horácio , Leal e Aníbal.

                 O resultado final foi um empate a 1-1, tendo marcado o Guilherme pelo Grupo Desportivo Cova-Gala e o Horácio pelo Paião, através duma grande penalidade já perto do fina.. A actuação do árbitro foi muito má, embora os bandeirinhas se tivessem portado muito bem.

                 Com este primeiro resultado de 1-1, atendendo que era fora de casa, e ao estado do tempo, poderemos considerá-lo de bom. No entanto, devido ao esforço e ao talento dos nossos jogadores, sem dúvidas que merecíamos ganhar. Devido às condições atmosféricas a assistência era pouca, mas barulhenta, em especial a nossa, que não se cansava de incitar a equipa.

No final a satisfação era generalizada, comentando-se algumas burrices do árbitro.

 

“P´ra Frente Cova-Gala” !

SÓCIOS FUNDADORES

 

João Ribeiro Cura

Carlos Pereira Mano

Armando Figueiredo

Domingos Gafanhão

Luís Maria Pereira Mano

Américo Coelho Carvalho

José da Cruz Bóia de Brito

Alexandre Nunes de Oliveira

Carlos Alberto de Jesus Lima

António Samuel Pereira Matias

José de Assunção Afonso Lima

Domingos Manuel Mano Casqueira

Fundado em

5 de Outubro de 1977

COMISSÃO FUNDADORA

 

      (5/10/1977 A 9/06/1978)

 

José de Assunção Afonso Lima

Carlos Pereira Mano

António Samuel Pereira Matias

Domingos Manuel Mano Casqueira

Luís Maria Pereira Mano

Francisco José da Cruz Bóia de Brito

Carlos Alberto de Jesus Lima

Corpos Sociais

Proposta de Sócio

Localização

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